O teimoso

Desde o começo da humanidade o homem se preocupa com a mediocridade, a estupidez e a idiotice. E muita gente importante dedicou horas de reflexão ao tema. Quer ver?

Voltaire disse: “A idiotice é uma doença extraordinária, não é o doente que sofre por ela, mas os outros.”

Kant disse: “Nunca discutas com um idiota. As pessoas podem não notar a diferença.”

Goethe disse: “Contra a estupidez, até os deuses lutam em vão.”

Albert Einstein disse: “Existem duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. Mas não tenho certeza sobre o universo.”

Sigmund Freud disse: “Existem duas maneiras de ser feliz nesta vida, uma é fazer-se de idiota e a outra é ser um idiota.”

Martin Luther King disse: “Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez minuciosa.”

O músico norte americano Anton Lavey disse: “É uma pena que a estupidez não doa.”

Mario Vargas Llosa disse: “Só um idiota pode ser totalmente feliz.”

O físico dinamarquês Niels Bohr disse: “Um idiota sempre encontra outro mais idiota que o admire.”

E não poderia faltar o nosso Nelson Rodrigues, que disse: “Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: — ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina.”

A luta contra a mediocridade, a idiotice e a estupidez tem, portanto, um passado respeitável e um futuro interminável. Mas uma coisa aprendi: ser medíocre, idiota ou estúpido, é uma opção. Você pode muito bem passar a vida toda no meio do rebanho, indo para onde querem que você vá, fazendo o que os outros fazem, sem se preocupar em estar à frente, em levar a primeira porrada, em ser chamado de louco. Acredite, a maioria absoluta das pessoas é assim, e acho até que são felizes por serem assim.

Vivemos numa sociedade repleta de regras, de leis, de convenções. Temos que seguir essas leis, sim senhor, e isso nos obrigará, muitas vezes, a fazer aquilo que a manada faz, a seguir bovinamente o que o mestre mandar. Caso contrário quebraremos as leis e, talvez, as consequencias não valham a pena. O problema é se conformar com a ideia de que tudo tem que ser sempre assim.

O problema é se conformar.

Sei que para muita gente, a resignação bovina não serve, a vida é e pode ser mais que isso. Essas pessoas têm fogo no rabo, precisam se expressar, querem ser livres, provocar a diferença, moldar o mundo à si e não serem moldadas por ele. E o mais impressionante: sabem que essa é uma luta utópica e, mesmo assim, continuam. São teimosas.

Não posso induzir que ser um bovino resignado seja uma opção para você, apenas posso fazer uma dedução: se você lê e/ou ouve o Café Brasil, é grande a chance de que seja um daqueles inconformados, não é? O louco que quer mudar o mundo, sabe que não vai conseguir, mas teima assim mesmo?

Esse é você?

Seja bem-vindo. Ou bem-vinda!