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Café Brasil 1008 – A estética da burrice – Por que precisamos da beleza.

Você já ouviu que “gosto não se discute”, né? Pois aqui a gente vai discutir, e muito. Neste episódio eu junto Guimarães Rosa, Roger Scruton, neuroestética, cidades feias, músicas pobres e timelines tóxicas para mostrar como a perda da beleza está emburrecendo o Brasil. Beleza não é frescura: organiza a alma, a cidade e a cultura. Se tudo vira “tanto faz”, abrimos espaço para a estética da burrice. Bora afinar o olhar?

Café Brasil 1007 – Let it go – Sobre os medos que nos controlam

No filme Na Natureza Selvagem, Christopher McCandless abandona tudo — dinheiro, diploma, expectativas — para descobrir quem é quando ninguém está olhando. Ele nos lembra de uma verdade incômoda: talvez você também esteja tentando se encaixar onde não cabe. No Café Brasil de hoje, vamos falar sobre desapego, autenticidade, Montaigne, controle, liberdade… e a coragem rara de simplesmente soltar. Pega seu café e vem comigo.

Café Brasil 1006 – Ceticismo tecnológico – A internet fazendo nossa cabeça

O episódio mergulha no impacto profundo que a tecnologia tem na nossa atenção, identidade e vínculos humanos. Partindo de Black Mirror – Nosedive, mostramos como já vivemos na lógica das “estrelas” e da performance permanente. Com Nicholas Carr, Neil Postman e Robert Putnam, entendemos como a internet remodela cérebros, relacionamentos e até quem acreditamos ser. Um convite urgente à lucidez digital.

Café Brasil 1005 – Guerra cultural – A disputa por hegemonia

Tyrion Lannister disse: “Nada é mais poderoso que uma boa história.” É isso que está em jogo na guerra cultural: não territórios, mas mentes. Não tanques, mas símbolos. Quem controla narrativas decide o que é normal, certo, verdadeiro. Da família à escola, das novelas ao TikTok, vivemos uma batalha silenciosa pelo sentido das coisas. Quem entende o jogo não vira peça. Vira jogador.

Café Brasil 1004 – Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lô, Sí, Dó

No dia 2 de novembro de 2025, o menino das nuvens subiu — e Minas ficou em silêncio.
O episódio “Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lô, Sí, Dó” é uma homenagem a Lô Borges, o garoto que transformou o som em poesia e a amizade em eternidade.
O menino do tênis, do Trem Azul e do Girassol, que fez da música uma forma de continuar sendo menino.
Hoje, a escala da vida ganha um novo tom: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, LÔ, Si, Dó.
Um tributo ao mineiro que nos ensinou a ouvir com a alma.

Café Brasil 1003 – Terrorismo intelectual

Uma multidão grita em coro: “Nós somos todos indivíduos!”
E Brian, o falso messias, responde: “Eu não.”
A ironia dessa cena do clássico A Vida de Brian expõe a tragédia do nosso tempo: todos juram pensar com a própria cabeça — mas repetem o que o grupo permite.
Neste episódio, baseado na obra de Jean Sévillia, falamos sobre o “terrorismo intelectual”, o novo Santo Ofício do pensamento. Uma censura elegante, sem fogueiras, mas que queima ideias. E talvez a resistência comece… dizendo: “Eu não.”

Café Brasil 1002 – A grande reconfiguração

Em 1999, Neo acordou numa cápsula e descobriu que toda a sua vida era uma simulação. Em 2010, nós acordamos dentro da nossa própria Matrix — feita de telas, dopamina e distração. O neurocientista Jonathan Haidt chama isso de A Grande Reconfiguração, o momento em que a infância foi hackeada e o humano virou dado. Mas ainda há saída: reconectar. Com presença, conversa e humanidade. Porque acordar dói, sim… mas continuar dormindo custa a alma.

Café Brasil 1001 – A Ilha dos Prazeres

Em A Ilha dos Prazeres, mergulhamos na fábula sombria de Pinóquio para falar de um mundo atual: o das telas que hipnotizam, das amizades líquidas e da razão adormecida. Vivemos cercados de conexões, mas carentes de vínculos. Aristóteles, C.S. Lewis e Gabor Maté nos ajudam a entender como o prazer fácil e a distração constante estão nos afastando da virtude — e como amizade, presença e limite podem devolver o humano ao ser humano.

Café Brasil 1000 – Orgulho de ser brasileiro.

Chegamos ao episódio 1000 do Café Brasil: uma ode ao Brasil que resiste. Da galinha de Cidade de Deus às canções de Gonzaga, Elis, Gil, Ary, Bethânia, Djavan, Raul e tantos, cruzamos dores e grandezas para propor uma trégua: baixar as armas ideológicas, lembrar quem somos e praticar o país no cotidiano — com cultura, fé, trabalho, humor e coragem. Orgulho não é ufanismo: é memória, beleza e responsabilidade. Dá o play e vem reconectar-se com o Brasil que ainda pulsa.

Café Brasil 999 – Nosso eterno 7 x 1

O Brasil já viveu um 7 x 1 no futebol. Mas existe outro, muito pior, que acontece todos os dias: o massacre silencioso da nossa educação. Enquanto países pobres, como o Vietnã, superam nações ricas investindo em escolas e professores, nós seguimos presos ao atraso. Este episódio fala de disciplina, ansiedade, esperança e da urgência de transformar exceções em regra. Porque sem educação, a derrota é permanente.